sábado, 13 de novembro de 2010

Antigas Árvores

Rua deserta no mais elegante bairro da cidade. Ruas sombrias, desertas, úmidas das chuvas que castigaram a madrugada.
Quantas vezes, passei por ali sozinha. Eram tempos difíceis aqueles. Tempos idos, vividos e vívidos!
Olhava aqueles imponentes prédios e a solidão do lugar. As árvores antigas, com suas copas frondosas, quantas coisas presenciaram? Quantos risos, lágrimas, dores, amores, castigos, crimes?
Se essas árvores pudessem falar! Recitariam uma poesia! E a noite cai. Cai soberana sobre o mais elegante bairro da cidade.
Prédios velhos se misturam as novas construções. Prédios antigos, velhas paredes, com lembranças invisíveis ali impressas naquela argamassa? Naqueles tijolos?
Rua sombria... Sempre na lembrança. Entre risos e lágrimas, vida que flui. Vida que se vive.
Ju

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